quarta-feira, 30 de março de 2011

2014/2016

Um assunto bastante comentado atualmente é o fato de o Brasil ser sede da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. O investimento de capitais públicos em reformas de estádios, reforço da segurança pública, manutenção de pontos turísticos etc. são necessários, já que a situação atual do país não é condizente para receber tais importantes eventos. Mas a questão é: Será bom para o Brasil ser sede de tais jogos?



Bem, de certa forma eu acredito que tanto a Copa quanto as Olimpíadas podem vir a criar benefícios econômicos e sociais em nossas vidas, muito embora seja de forma bastante indireta. O país sede de tais eventos, sem dúvida se torna mais visado internacionalmente e assim pode vir a ter seus laços econômicos e políticos com o exterior (principalmente com as grandes potências) ampliados e reforçados.



É certo que a recepção de grande número de turistas e o investimento de empresas transnacionais no Brasil, por exemplo, aumentarão significativamente os índices econômicos brasileiros. Além disso, a quantia de dinheiro que o governo desembolsa em investimentos no próprio país também é de grande valia. Mas tudo depende da forma de uso de tais capitais. Se estes forem aplicados nos bolsos de nossos queridos políticos, ajudará os mesmos a bancarem mais viagens para seus amigos, familiares, ou até mesmo pessoas quaisquer que considerarem importantes. Sem contar que podem ser usados para a compra de novas meias e cuecas de melhor qualidade que não deixem transparecer o fato de estarem cheias de dinheiro ao passarem nas alfândegas.



Como em tudo há um “porém”, se forem investidos corretamente, isto é, nas verdadeiras necessidades do país e do povo, haverá uma mudança positiva na qualidade de vida. A minha preocupação principal é se as melhorias nos sistemas coletivos perdurarão após essas datas de 2014 e 2016 ou se tudo voltará ao que é atualmente, isto é, às más condições de vida. Deve-se usar esses eventos como fundamento, como base para mudanças perduráveis, como se fossem uma espécie de revolução na qualidade de vida dos brasileiros. É necessário, além do bom investimento financeiro, o envolvimento da população, que, quando conscientizada, precisa manter a ordem e o respeito pelas muitas obras feitas na sociedade.

Um comentário:

  1. Investir corretamente e fazer com que as obras, que precisam ser feitas, sejam efetivamente construídas talvez seja um pouco demais para os nossos "queridos políticos". Imaginem um trem bala ligando cidades de São Paulo e Rio de Janeiro? Milhares de empregos gerados, facilidades no transporte e etc..Será que até 2016 fica pronto? Resta-nos esperar que, pelo menos uma vez, o bom senso e a consciência do dever público tomem a cabeça das autoridades.

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